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sábado, 26 de novembro de 2011

Capa de Caderno para "uma mulher inconstante e borboleta."


Certo domingo postei as fotos de uns paninhos que iria cortar. Hoje posto o projetinho pronto: uma capa de caderno e um estojo, feitos a partir de um pedido ímpar de uma moça que resolveu ter um caderno especial para registrar suas impressões femininas sobre a vida. Ela me pediu algo bem feminino e passou a citação que a inspirou a começar a escrever, e que eu resolvi bordar. Na hora de começar pensei nos crafts mega delicados e femininos que a Fer aqui do Kusturicas faz e acho que é o tipo de pedido que ela atenderia muito melhor que eu...mas fiz o melhor que pude e gostei muito do resultado, a referência na Fer está presente nos grelôs e nas cores que ambas usamos muito: rosa e marrom. A dona do caderno e do estojo ficou super feliz e me mandou este recadinho:
QUE LINDA MINHA CAPA DE CADERNO!!! E com bordado e tudo... AMEI!!!E o estojo tbém claro =)Fiquei encantada... ficou mais linda do que eu imaginava. Agora com a capa fico mais animada de rechear meu caderno especial ;-)
Obrigada por fazer desse meu "projeto" algo especial e feminino!



Eu é que agradeço a Tati pelo desafio e à Fer por me inspirar.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cuidar.



Só uma passadinha rápida para agradecer todo apoio que tenho recebido de tantas pessoas cuidadosas e delicadas, que gastaram de seu tempo para lançar um pensamento compassivo, uma oração, um comentário carinhoso aqui no blog para minha mãe e para mim, nestes dias duros. As notícias são boas: minha mãe saiu da UTI e embora deva continuar no hospital por algum tempo já está mais animada (pediu uns retalhos para fazer fuxico!) e feliz por poder ter a companhia e visitas dos filhos e netos.
A foto é do Benjamin no último domingo e me pareceu apropriada para este post: agora é cuidar com carinho.
Um beijo a todas e todos!
Importa colocar em tudo cuidado. Para isso, urge desenvolver a dimensão de anima, que está em nós. Isso significa: conceder direito de cidadania fundamental à nossa capacidade de sentir o outro; ter compaixão com todos os seres que sofrem, humanos ou não-humanos; obedecer mais à lógica do coração, da cordialidade e da gentileza do que à lógica da conquista e do uso utilitário das coisas. Leonardo Boff

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Feito a mão: Capa de caderno de tecido: "Nada faço sem alegria"



"Je ne fay rien sans gayeté", a frase de Montaigne que pode ser traduzida como " nada faço sem alegria" era uma das favoritas do Senhor José Mindllin, o bibliófilo mais ilustre do país. Pude vê-lo e ouví-lo ao vivo e em cores num encontro de pesquisadores da história do livro e fiquei realmente impressionada com o contentamento que este homem, na época já idoso, expressava ao falar da vida, do trabalho, das novas tecnologias e, claro, dos livros. Mindllin escolheu a frase de Montaigne para ilustrar seu Ex-libris e explicou o sentido que ela fazia para ele: não significa fazer SÓ o que se gosta, mas buscar uma visada mais leve e bem humorada sobre toda e qualquer tarefa a ser realizada. Gostei...
Pois bem, quando a Cris, professora apaixonada por seu ofício e cliente fiel de minhas capas de caderno, me pediu uma nova capa para um caderno pequeno e me deu carta branca para criá-lo, pensei logo no Montaigne para bordar como citação. Embora eu ache o francês uma lingua maravilhosa preferi a frase em português porque, além de ser mais sintética a palavra alegria é tão linda em nosso idioma, não acham? A capa é removível, se adapta a qualquer caderno pequeno e é dupla face. Aprendi a fazer capas nesta vídeo aula.
Fiz com muita, mas muita alegria e desvelo. Obrigada Cris, espero que você goste.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Presente feito a mão para professora: boneca e figos!


Hoje nós encerramos a disciplina "História, Educação e Modernidade", com a Prof. Dulce Osinski. Foi uma experiência bem instigante pois juntaram-se alunos de diferentes áreas da pós-graduação para discutir estes temas e cada aula era uma aventura...Para celebrar decidimos surpreender a Dulce com um presente bem diferente: uma figueira! Roxa e produzindo...A ideia veio de uma das orientandas da Dulce que a conhece bem e sabe de sua paixão por árvores. Não foi um presente fácil de transportar, diga-se de passagem, pois o pé tinha minha altura, mas é realmente lindo (a foto acima obviamente não é da figueira, mas da minha modesta espadinha-de são-jorge)! Para acompanhar o presente fiz esta boneca, inspirada na figueira...usei os moldes de meu livro Wee Wonderfuls mas incorporei as cores da planta e bordei uma folha de figo no vestido com tecido que imita madeira. Eu achei que ficou fofa mas não pude batizá-la pois nenhum nome parecia bom: Dulce Figo? Flora Figueira? Ou a sugestão do engraçadão do meu marido: Boneca-de-uma-figa?
O bastismo ficará então por conta da querida Dulce.
No cartão um poema que eu adoro, pois faz um paralelo divertido entre árvores e livros - bem sacado, não?

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

Jorge Sousa Braga, Herbário



P.S.: as fotos não estão boas pois o editor de imagens on-line que eu uso sempre, o fácil Picnik, estáva de mau humor hoje...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Presente feito a mão: Cavalinho


Meu desafio era fazer um cavalinho de pano...depois de buscar muito pela net encontrei o cavalo mais lindo do mundo bem pertinho: no flickr da Ana Paula Cavalari, que arrasa quando o assunto é boneco de pano. Inspirada em seu POCOTINHO, fiz o meu cavalo, um tanto mais circense mas, basicamente, muito parecido. Posso dizer que ele agradou muitíssimo seu novo dono! Enquanto bordava a crina, voltou do limbo da memória um poeminha da Cecília Meireles que eu gostava de recitar com as crianças quando trabalhava diretamente com os pequenos:
...mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.
O cavalo sacode a crina
loura e comprida
e nas verdes ervas atira
sua branca vida...

Ana Paula Cavalari, fica aí um pedacinho do poema em sua homenagem, ok? Obrigada pelas inspirações!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além ...


Depois de choramingar pelo que não me tornei descubro que a primeira manhã dos 40 anos foi Igualzinha a qualquer outra: estava frio, mas tinha sol; eu tinha muitas coisas "do lar" para resolver, mas minha família estava por perto; eu tinha contas para pagar, mas algum dinheiro para receber, meu cabelo ainda estava meio curto depois do último corte desastrado, mas amanheceu comportado e colaborativo...enfim, como minha amiga Simone Arrais- do blog Linhas matizadas profetizou em seu cartão de aniversário ...espero que seu dia tenha sido pleno de alegria junto à sua família, que o sol tenha ousado brilhar um pouquinho ou que o frio não tenha deixado você com preguiça de comemorar... Espero que tenha havido um docinho por que ninguém é de ferro e por que o doce é o carinho da alma... espero que tenha havido aqueles presentes que a gente sabe que vieram do coração e não só da carteira apressada e que, além de tudo, que os 40 tenham chegado de mansinho, sem fazer muito alarde, apenas como uma segunda-feira depois de um domingo muito, muito bom: o início de um período novo.

E assim foi...e meu humor melhorou ainda mais ao ver que os presentes que ganhei vieram mesmo do coração e com a precisão cirúrgica de quem me conhece bem: dezenas de post-its e um caderno com um pavão na capa - da Sílvia que sabe de minha mania por papel e bilhetinhos, um cachecol verde todo cheio de babadinhos - da Jordana que sabe da minha faceta moulin rouge friorenta, livros sobre craft (Tildas!!!!) - de meu marido que se superou na escolha, botons e uma casinha bordada pela Helena Guerra Vicente para celebrar meu orgulho nerd!



Então... que venham os quarenta. Só melhora!!!
PS: O título do post é do Paulo Leminski :)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mãe, otite, presentes e felicidade compartilhada.






Está quase impossível atualizar o blog: Benjamin com dor de ouvido, doutorado ocupando cada fresta de tempo que tenho (estou estudando os Reis Taumaturgos, do Marc Bloch, para uma das disciplinas e descobri que São Marcoul é o padroeiro dos armarinhos - isso é o mais perto de costurinhas que eu consegui chegar nos últimos dias)!
Mas o dia das mães, apesar das noites de otite foi super lindinho. As meninas prepararam muitas surpresas: café da manhã com tudo que gosto, flor na mesa, presente lindo! Ganhei um móbile do Mercato Casa que de um lado tem uma ilustração fofa e do outro uma frase que por coincidência bordei recentemente. Elas também gravaram duas trilhas de filmes que eu adoro! No "encarte" do cd de meu filme favorito - "Na natureza selvagem" - escreveram a frase " A felicidade só é completa quando compartilhada", descoberta de ouro do personagem principal do filme. Assinaram com as digitais, das duas e do Benjamin (minhas flores, meu bendito fruto :). Me emocionei muito...
No mais não fiz o cobertor para minha mãe pois foi tudo corrido demais e agora o Benjamin só quer colo e historinha o dia todo...mas correria, historinha, otite e canseira fazem parte do pacote mãe completo.

domingo, 10 de abril de 2011

Extremos: maternidade é esporte radical


Não salto de paraquedas, não escalo montanhas, não faço mergulho...mas tenho um filho de 1 ano, uma de 18 e uma de 17. É radical. E neste mundo louco é o que me basta para viver com o coração na boca.
E eles estão, cada um a seu modo, caindo no mundo.
Mês passado a mais velha começou em seu primeiro emprego e lembrei de como é esta fase: sai da faculdade, pega ônibus lotado, chega correndo no trabalho, almoça às pressas...ela tem feito as refeições no trabalho e chegou chateada dizendo que é deprimente comer com um talher de plástico que nem dá conta de cortar os alimentos.
O mais novo iniciou na creche (sim, eu falo creche em respeito à conquista das mulheres da década de 60- não é escolinha, é creche). E depois de uma semana de adaptação para todos nós (principalmente para o pai) está feliz da vida com a nova aventura.
Para atender necessidades tão diferentes e dar um "toque de mãe" no dia deles fiz para a Laura um porta-talheres, charmoso e feminino, que ela pode carregar na bolsa. Assim dá pra encarar o "marmitão" com um pouco de glamour!


Para o Benji fiz um saco para roupa suja, forrei com tecido que plastifiquei em casa a partir deste tutorial do Superziper. Usei sobras de tecido do seu acolchoado de estimação, que eu fiz para ele !

Bordei um varal, no qual coloquei as roupinhas de feltro - com cueca amarela e tudo!

Enquanto isso...a filha do meio, Helena, vive o purgatório do terceirão - ai,ai...


Cantarolei esta música a cada gravidez, mesmo sem entender a letra e agora reafirmo minha profissão de fé como mãe, com o bom e velho Simple Red:

"You know I'd do most anything you want
Everyday I, I try to give you everything you need
We'll always be there for you
I don't believe in many things
But in you I do"

Você sabe que eu faria quase qualquer coisa que você queira.
Todos os dias eu tento te dar tudo o que você precisa,
Eu sempre estarei lá por você...
Eu não acredito em muitas coisas
Mas em você... eu acredito.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Pare o mundo que eu quero descer...



Vou me ausentar por uns dias. Os motivos são esquisitos: uma tristeza pelo que está a acontecer com os distantes amigos japoneses e com próximos amigos "caiçaras" aqui do litoral do Paraná ( aqui pertinho são 17 mil pessoas sem ter pra onde ir)me bloqueia o fluxo criativo. Além disso uma insidiosa tendinite me tortura há dias e preciso domar as "mãozinhas nervosas" como diz a Cecília, do Quilts são Eternos para poder melhorar.
Porém antes de me retirar para a concha sugiro que leiam o post da Akemi do maravilhoso blog de culinária Pecado da Gula, que alerta para uns trambiqueiros sem coração que estão tentando extorquir dinheiro dos traumatizados brasileiros que tem parentes no Japão. Sério, parafraseando o Ivan Karamazov, certas coisas me fazem ter vontade de devolver ao universo meu bilhete de entrada. Fiquem bem...

domingo, 13 de março de 2011

Por que "A casca da Cigarra"? - Senta que lá vem história...



A cena é uma das primeiras de que me lembro, vem lá de algum ano na década de setenta: o menino de uns sete anos chora enquanto outros três, mais velhos, riem. O choro vem por conta de uma casca de cigarra jogada dentro da blusa do menino menor que esperneia e puxa as roupas apavorado, tentando se livrar do “bicho”. Eu devo ter também seis anos e assisto a certa distância, quando sou chamada pelos meninos maiores que mostram ao pequeno que eu, apesar de ser uma menina, não sou chorona ou medrosa pois uso várias cascas de cigarra presas na blusa, como broches. Entendo que meus “broches” inspiraram a brincadeira de mau gosto e fico com pena do piazinho, mas não falo nada e no fundo me encho de vaidade por ter sido reconhecida no mundo dos meninos.
As cascas de cigarra eram os adereços favoritos que eu e minhas irmãs aprendemos a usar, na falta de broches e presilhas de verdade...assim como aprendemos a abrir as sementes de caqui para nelas encontrarmos colheres e garfinhos que usávamos para brincar de casinha, ou a colar com água as pétalas de gerânio nas pontas dos dedos para fingir unhas longas e vermelhas.
Mais velha descobri na cigarra o símbolo da alegria despreocupada, em contraponto à secura e seriedade da trabalhadora formiga. Simpatizava mais com a formiga e tentei ser uma, até ser dispensada do meu emprego de anos em um formigueiro que já estava pequeno para mim.Então reencontrei minha cigarra, na música que Amália Rodrigues - e depois Adriana partimpim - cantam: "Minuciosa formiga, não tem o que se lhe diga: leva sua palhinha de asinha a asinha. Assim devera eu ser - se não fôra não querer".
Ao criar o blog e batizá-lo de A Casca da Cigarra não pensei exatamente em nada disso, mas no haikai do Bashô que conta da cigarra que se entrega por completo a fazer o que gosta, até se esgotar, sem medo nem economia. Pensei que o blog não revelaria tudo que sou, só a parte mais externa, as pequenas invenções que faço para enfeitar a vida. Pensei também que a casca da cigarra é símbolo de um ser que tenta se expandir deixando para trás uma parte importante do que foi – um vestígio, uma casca.
Hoje, tento entender - com o Freud, o Lacan e a Luiza- que sou uma mulher e tenho pele, não casca, que posso me expandir sem arrebentar, que posso me entregar sem me esgotar, que posso ser a “Formigarra” ou a “Cigamiga”, trabalhando e cantando com a mesma entrega.
O blog fez um ano, cem seguidores, muitos amigos e tenho só a agradecer a quem com paciência me escuta a estridência

Imagem: http://discontosdefadas.blogspot.com/2009/05/muitos-anos-depois-eu-percebo.html

segunda-feira, 7 de março de 2011

Presente feito a mão: quadrinho de bastidor para uma casa nova!



É muito bom poder ver amigos concretizando seus desejos. Hoje fui conhecer a casa nova de velhos amigos - ele, amigo de meu marido desde que ambos tinham 8 anos; ela uma menina que consegue ser determinada, séria e doce ao mesmo tempo - juntos um casal divertido, leve, cheio de energia e capaz de materializar tudo que planeja.
Para celebrar a mudança fiz para Alicja um quadrinho de bastidor inspirado no ótimo tutorial da Litlle Pink House publicado no Sew mama Sew . Fiquei encantada com a versatilidade do feltro, fácil de aplicar e de efeito muito alegre.
Ela é polonesa e por mais que esteja super adaptada ao Brasil às vezes sente saudade de sua terrinha, então escrevi uma frase em polonês (que ela obviamente precisou soletrar!) que equivale ao nosso "Lar Doce Lar", mas com um sentido ainda mais bacana pois combina com a personalidade aventureira deste casal que adora viajar: "Bem em todo lugar - melhor em casa."

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Feito a mão: capa de caderno "Coração de estudante"



Fico feliz quando alguém me escreve pedindo pra eu fazer alguma das manualidades aqui do blog. Não tenho uma lojinha, nem um plano de trabalho (deveria ter) mas volta e meia aparece uma encomenda, que eu faço com o maior orgulho e prazer.
Desta vez foi uma professora chamada Cristiane. A irmã dela ganhou de Natal a capa do caderno "Era de Aquário" que postei aqui e ela gostou. Me pediu então uma capa, não sugeriu cor ou tema, me disse pra ficar à vontade e soltar a imaginação.
Sou professora e sei que o caderno é uma ferramenta essencial, que é olhado todos os dias e que é o companheiro das, por vezes áridas, horas de preparação de planejamentos e relatóros de avaliação. Por isso pensei em fazer algo leve e colorido.
No final eu tinha uma capa cheia de pássaros, cogumelos, folhas e um espaço "pautado" para bordar, na minha melhor letra de professora:)
Escolhi um trechinho da música "Coração de Estudante" do Milton Nascimento, que combina com o ofício (Ok, educadores empedernidos odeiam metáforas "botânicas" para falar da educação de crianças, mas eu acho que a licença poética cabe bem aqui). Fiz também um estojinho combinando, com retalhos do caderno.
Olha só o que a Cristiane me escreveu depois de receber sua encomenda:
Escrevendo pra agradecer o trabalho lindo que você fez pra mim! Ficou a minha cara, apesar de você não me conhecer, rs! Muito obrigada, sei que este tipo de trabalho é feito com o coração (além de muita paciência e criatividade). Agora, posso continuar planejando minhas aulas (para uma turma de 3° ano) em um caderno LINDO!!!
Hoje cheguei com o caderno na sala de aula e as crianças ficaram encantadas. Como sempre, muito curiosas (e eu adoro crianças curiosas) perguntaram sobre a frase, porque aquela. Expliquei e eles estão loucos para conhecer a música de que ela faz parte, ou seja, o capa trouxe uma possibilidade de trabalho na sala de aula!

Mais uma vez, obrigada!


Fiquei com tanta saudade da sala de aula...mas me confortei com um agradecimento tão carinhoso e por saber que alguem está usando com tanto apreço algo feito por mim.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Doutorado?


A receita simples do Udo, um antigo professor da graduação, funciona mesmo. Ele disse certa vez que "não há nenhuma dificuldade capaz de resistir ao estudo diligente, ao esforço e à disciplina". Foi fazer para crer: PASSEI NA SELEÇÃO PARA O DOUTORADO! Quem disse que as mães de bebês são menos produtivas e tem menos condição de dedicarem-se ao trabalho? Pois é mulherada, só digo uma coisa: YES WE CAN!! E que ninguém duvide!
beijos a todos e todas...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Capas de tecido para caderno: se venderam!





Depois que postei a capa de caderno que fiz para mim recebi a encomenda de duas capas que serão dadas de presente. Uma delas deveria ser igual à minha e a outra era para eu fazer como quisesse, sabendo apenas que a presenteada é uma aquariana. Já que fazer igual não é comigo mudei um pouco os tecidos, escolhi uma cena de brincadeira de roda no lindo tecido das silhuetas de Robert Kaufman e bordei um trechinho da música Redescobrir, do Gonzaguinha. Para a garota aquariana pensei no musical Hair ( ♪♫ age of aquarioooooosss, aquaaaaaarios...♪♫ ) e escolhi tecidos femeninos e psicodélicos; acrescentei umas pedrinhas bordadas e um bolso para Pen-drive e caneta - aquarianos em geral gostam do místico mas do tecnológico também. Assim, estão a caminho as duas encomendas, que sejam felizes em seus novos lares!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Invento em mim o sonhador



Cais

Milton Nascimento


Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de encontrar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Presente feito a mão com retalhos: Jogo da Memória




A Sílvia, amiga do coração faz aniversário! Como ela certa vez proclamou em seu blog o gosto por coisas que são GOOD FOR NOTHING, fiz para ela um projeto que estou há tempos querendo experimentar: O Jogo de Memória de retalhos criado pela genial Holly Keller do blog chezbeeperbebe. O tutorial é ótimo e é um trabalho de costura fácil e zen (só costuras retas).
O projeto teve seus percalços:
1º O verso do jogo tem a figura de um elefante que deveria ser impressa em papel especial e depois transferida para o tecido com o ferro de passar. Fácil, não? No entanto foi difícil achar o tal papel. Depois de muito procurar encontrei- o na Kalunga.
2º Empolgadíssima para fazer a estampa não atentei para o aviso no verso do envelope do papel que dizia “configure a impressora para o modo reverso ou espelho”. Resultado: na hora de passar para o tecido a frase ficou espelhada.



3º Fui imprimir de novo e descobri que minha velha Deskjet HP 610 não tem a opção espelho. A solução foi excluir a frase recortando cada elefante e aplicando peça por peça. O que até foi bom - não desperdicei o papel já impresso (que é caro) e pude costurar os quadradinhos sem me preocupar, pois centralizar a figura depois é mais fácil.





Usei uma caixinha de metal que tinha em casa para embalar o jogo. Desenhei na frente um tosco , mas simpático, elefantinho com caneta de retroprojetor. No interior da tampa escrevi a seguinte citação de Santo Agostinho: “Usar algo é empregá-lo com o propósito de obter aquilo que se ama. Gozar algo é ligar-se a ele com amor por causa dele mesmo. As coisas que devem ser gozadas nos tornam felizes...”



E assim é: Fiquei feliz em fazer, ela ficou feliz em ganhar, outros ficarão felizes em jogar. ENJOY!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Feito a mão: Touca de soft




Como faz frio nessa terra! Nasci aqui e parece que não me acostumei a estes invernos gelados, úmidos e cinzas. O inverno de minhas memórias de infância é claro, seco, ensolarado, como dia de geada - mas o Waly Salomão já dizia : " A memória é uma ilha de edição".
Para suportar este tempinho só se agasalhando bem e por isso fiz esta touquinha de soft para o Benjamin. O projeto foi inspirado de novo na Martha Stewart. Gastei quase cinco reais em tecido e meia hora para fazer. Não passam de dois retângulos. Se eu tivesse uma máquina de overlock o acabamento ficaria melhor, mas a velha Singer Zig-zag deu conta do recado, mesmo sem aquele capricho no avesso. Benjamin parece nem ter reparado neste detalhe e está com a cabeça aquecidinha até que o sol resolva aparecer novamente.

terça-feira, 23 de março de 2010

Segredos de uma vida empolgante


Imagens: Helena Ganzert

"O segredo de uma vida empolgante não está em descobrir maravilhas, mas em procurá-las". Pensei nesta frase do Dr. Augusto Ruschi hoje de manhã, depois de entrar no quarto do Benjamin, que tem aquele ar de ponto de partida numa vida recém inaugurada e depois entrar no quarto das meninas e encontrar o registro do que lhes ocupa grande parte das preocupações atualmente: a escolha do curso superior - momento igualmente inaugural.
Maravilho-me diante de tantos recomeços, isso me estimula a também sempre recomeçar.

sábado, 20 de março de 2010

Porque hoje é sábado...


É dia de ir à Praça Generoso Marques, que generosamente concentra o maior número de armarinhos por metro quadrado da cidade, duas lojas de tecido e é claro, o lindo e restaurado Paço da Liberdade - este da foto. É um prédio maravilhoso que na minha infância foi Museu Paranaense e em outras infâncias mais longínquas foi Prefeitura de Curitiba. Agora concentra um café charmoso, espaço para cursos, leituras, concertos e muito mais. Para completar, atrás dele está o Mercado das Flores, onde as rosas amarelas estavam lindas demais. Ok, é um post bairrista, mas como diz a Rita Lee: "quero o essencial da vida /quero ser normal em Curitiba".

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Para Laura, em seu aniversário.




"Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
es como descifrar signos sin ser sabio competente,
volver a ser de repente tan frágil como un segundo
volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
eso es lo que siento yo en este instante fecundo"

(Violeta Parra)