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quinta-feira, 17 de março de 2011

Pare o mundo que eu quero descer...



Vou me ausentar por uns dias. Os motivos são esquisitos: uma tristeza pelo que está a acontecer com os distantes amigos japoneses e com próximos amigos "caiçaras" aqui do litoral do Paraná ( aqui pertinho são 17 mil pessoas sem ter pra onde ir)me bloqueia o fluxo criativo. Além disso uma insidiosa tendinite me tortura há dias e preciso domar as "mãozinhas nervosas" como diz a Cecília, do Quilts são Eternos para poder melhorar.
Porém antes de me retirar para a concha sugiro que leiam o post da Akemi do maravilhoso blog de culinária Pecado da Gula, que alerta para uns trambiqueiros sem coração que estão tentando extorquir dinheiro dos traumatizados brasileiros que tem parentes no Japão. Sério, parafraseando o Ivan Karamazov, certas coisas me fazem ter vontade de devolver ao universo meu bilhete de entrada. Fiquem bem...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Da arte de se importar com desconhecidos.


Domingo, enquanto eu e minha filha nos divertíamos, fazendo a foto do avental quadrado na nossa cozinha, ouvimos um rumor, um som assustador e furioso lá fora. Corri à janela da sala, que fica bem pertinho da rua e me apavorei: um bando de gente,uma turba de meninos e meninas, armados com paus e pedras cercaram um ônibus que parou no ponto em frente ao meu prédio. O motivo? Queriam espancar um torcedor de outro time que estava dentro do tal ônibus. Sem pensar muito, abri a boca e dela saiu um vozeirão que me espantou tamanha a potência e energia assertiva que teve: "parem agora ou vou chamar a polícia!". Minha voz, que é pequena e quase infantil... E o incrível aconteceu: eles pararam, olharam para mim e saíram da frente do ônibus, que conseguiu partir. Naquela hora gelei, pensei que eles iriam atirar coisas em mim ou nas nossas janelas, mas eles simplesmente foram embora. O que explica isso? Não sei, mas passado o medão fiquei com aquela sensação de triunfo, de quando algo dá muito certo! Tá, tive sorte, tudo poderia ter acabado muito mal, mas felizmente, não acabou. Posso continuar me importando com desconhecidos.