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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Bonecas no Dia dos Avós.



 Eu desapareci da blogosfera! Tem sido meio complicado gerenciar meu tempo com o doutorado, o craft, filhos e tal...além do facebook que acabou sendo um meio bem rápido de contatar os amigos e falar um pouco da vida. Mas este blog é querido pra mim, como quem o lê, e ainda não desisti. Hoje voltei aqui pois é um dia muito especial. Lembram-se do projeto de unir várias artesãs na produção de bonecas para as crianças expulsas de Pinheirinho? Então...depois de Pinheirinho vieram a entrega no GACC de São José dos Campos e no Lar Amor ao Próximo de São Paulo. 
Mas hoje, Dia das Avós, estaremos no Asilo São Vicente de Paula em Curitiba, entregando 150 bonecas e luvas, enviadas por pessoas generosas, amigas e que doaram um pouco (ou muito) de seu tempo para trazer um sorriso a uma idosa. Foram dois meses de arrecadação, um tempo em que chegamos a duvidar que conseguiríamos mobilizar gente o bastante para atingirmos as 150 bonecas necessárias. Com o apoio de muitas amigas blogueiras, de muitas amigas de facebook, da minha irmã Sonja, que cedeu espaço na sua casa para cuidarmos das bonecas antes da sua entrega e de muita ginástica logística, não apenas atingimos as 150 bonecas da meta, mas dobramos este número, chegando a 320 bonecas liiiiiiiindas de morrer. Agradeço muito a todas.Quem ama brinquedos de pano como eu realmente pira com a delicadeza, a variedade, a beleza e o capricho amoroso de cada boneca que aqui chegou. Obrigada a quem participou, obrigada a quem apoiou. Hoje vai ter festinha e sorriso no asilo São Vicente! E já temos 160 bonecas que ficaram na minha irmã à espera da próxima ação.
O carteiro virou nosso amigo e vibrava a cada caixa que trazia: - Tem gente de coração bom! , dizia...
                                             
Vovuskas!

Tildas!

Ursos, bonecões, matrioskas

Alegria de pano!

Bonecas vovó moderninhas, bonecas de meia....

Carinho vindo de todo lado, com o maior capricho.

Criatividade e cor!

Pra nooooossa alegria!

Vontade de apertar!

Matrioskas e luvinhas

Juntos! Só uma parte...

Empacotadinhos!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Olha quantas bonecas para as crianças de Pinheirinho!



Vou contar mais sobre a entrega da primeira remessa de bonecas que chegaram de todo o Brasil!! Esta foto minha amiga Marília fez na véspera da entrega quando reunimos tudo em seu apartamento...precisamos encher o sofá duas vezes para dar conta de fotografar as 230 bonecas! Obrigada pessoal! As crianças amaram...e não vamos parar não, ainda há tempode você fazer e doar a sua!!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Bonecas para alegrar as crianças de Pinheirinho: A primeira remessa foi entregue!


A entrega da primeira leva de bonecas para as crianças de Pinheirinho foi mágica.
As bonecas chegaram às crianças no sábado. Eu iria leva-las ao abrigo Vale do Sol, mas na véspera soubemos que este abrigo seria desmontado; esperamos até que todos fossem levados para o agora único abrigo, Morumbi e fossem "acomodados".
A situação lá é de dar nó na gatganta: os moradores que recebem o auxílio aluguel são obrigados a deixar os abrigos,então sem poder alugar nada- pois o valor e ínfimo e eles não tem fiador- acabam comprando barracas, alugando garagens,morando empilhados, indo para as cidades vizinhas...os que ainda estão em abrigos não têm nada...nada: Poucas referências na cidade para pedir ajuda, parentes distantes, nem dinheiro pois muitos perderam empregos...agora estão em um único abrigo NOJENTO e sob a constante ameaça de serem novamente despejados deste para um albergue de indigentes.
Chegamos no abrigo às 18horas com 230 bonecos, mas haviam cerca de 180 crianças e adolescentes...o clima lá era nervoso, rolava uma enorme tensão entre os que chegaram do Vale do Sol e os que já estavam no Morumbi pois todos precisam se rearanjar no espaço e isso, mais o desgaste, o nervosismo, a privação, o calor: calcule...estão em frangalhos.
Mas as crianças resistem e brincam apesar de tudo...
Foi uma emoção atrás da outra, muitas histórias para contar...e vou contando aqui aos poucos. Importa saber por ora é que este gesto simples de levar um boneco fez um pouco mais feliz cada um que naquele dia recebeu um abraço de um brinquedo de pano. E continuamos a coletar bonecos e bichinhos para estender o carinho às criança que já fora do abrigo tentam recomeçar a vida com suas famílias.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bonecas para alegrar as crianças de Pinheirinho: Go Bonequeiras sem fronteiras!



Esta semana a indignação deixou uma nuvem cinzenta sobre quem acompanhou o que aconteceu com os moradores da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, depois da reintegração de posse que deixou tantos sem lar. No facebook a comunidade de artesãs e crafters que geralmente é alegre e positiva mostrou um abatimento, um desconforto solidário que nos fazia repetir as perguntas : isso vai passar sem que se faça nada? isso vai ser logo esquecido? - e a melhor das perguntas, aquela que às vezes temos medo de fazer: como poderíamos ajudar?
Depois de ver esta pergunta estampada nos comentários do Mural da Ceres Torres me lembrei de algo que talvez pudéssemos fazer juntas, algo que fazemos bem, algo que nos alegra: vamos costurar?
Assim inspirada no projeto Dolly Donations, que convida crafters de toda parte a costurarem bonecas e bonecos para crianças que estão vivendo momentos difíceis em campos de refúgio, orfanatos, abrigos, falei com a Ceres que imediatamente pois a coisa em ação: começamos a chamar nossas amigas e cada uma que chegava acrescentava mais ânimo e a adesão começou a crescer e crescer.... Pode parecer bobagem pensar em brinquedos quando tudo parece mais urgentes, no entanto quem tem ou foi criança (!) sabe que fica mais fácil enfrentar o escuro segurando seu bichinho, boneca ou cobertor que conforta. Ontem Jud mostrou sua primeira Dolly, prontinha para alegrar alguém.

Se você puder e quiser participar é simples: você poderá seguir o molde sugerido pela Dolly Donation, ou fazer outra boneca de pano, quantas puder, não importa, então enviar até dia 15 de fevereiro pelo correio para o endereço que divulgaremos por e-mail para quem nos pedir. Quando todas as bonecas estiverem juntas serão levadas a São José dos Campos para distribuição.E este é o selinho que a Daniela Palazzo fez para a gente! Copie e divulgue se puder!

Vamos Bonequeiras sem fronteiras! Estes são os links para moldes e instruções.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cuidar.



Só uma passadinha rápida para agradecer todo apoio que tenho recebido de tantas pessoas cuidadosas e delicadas, que gastaram de seu tempo para lançar um pensamento compassivo, uma oração, um comentário carinhoso aqui no blog para minha mãe e para mim, nestes dias duros. As notícias são boas: minha mãe saiu da UTI e embora deva continuar no hospital por algum tempo já está mais animada (pediu uns retalhos para fazer fuxico!) e feliz por poder ter a companhia e visitas dos filhos e netos.
A foto é do Benjamin no último domingo e me pareceu apropriada para este post: agora é cuidar com carinho.
Um beijo a todas e todos!
Importa colocar em tudo cuidado. Para isso, urge desenvolver a dimensão de anima, que está em nós. Isso significa: conceder direito de cidadania fundamental à nossa capacidade de sentir o outro; ter compaixão com todos os seres que sofrem, humanos ou não-humanos; obedecer mais à lógica do coração, da cordialidade e da gentileza do que à lógica da conquista e do uso utilitário das coisas. Leonardo Boff

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mãe, otite, presentes e felicidade compartilhada.






Está quase impossível atualizar o blog: Benjamin com dor de ouvido, doutorado ocupando cada fresta de tempo que tenho (estou estudando os Reis Taumaturgos, do Marc Bloch, para uma das disciplinas e descobri que São Marcoul é o padroeiro dos armarinhos - isso é o mais perto de costurinhas que eu consegui chegar nos últimos dias)!
Mas o dia das mães, apesar das noites de otite foi super lindinho. As meninas prepararam muitas surpresas: café da manhã com tudo que gosto, flor na mesa, presente lindo! Ganhei um móbile do Mercato Casa que de um lado tem uma ilustração fofa e do outro uma frase que por coincidência bordei recentemente. Elas também gravaram duas trilhas de filmes que eu adoro! No "encarte" do cd de meu filme favorito - "Na natureza selvagem" - escreveram a frase " A felicidade só é completa quando compartilhada", descoberta de ouro do personagem principal do filme. Assinaram com as digitais, das duas e do Benjamin (minhas flores, meu bendito fruto :). Me emocionei muito...
No mais não fiz o cobertor para minha mãe pois foi tudo corrido demais e agora o Benjamin só quer colo e historinha o dia todo...mas correria, historinha, otite e canseira fazem parte do pacote mãe completo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dois dias, 90 bonecos de pano feitos a mão....


Como é possível fazer 90 bonecos de inspiração Waldorf em apenas dois dias? Junte 90 professoras de creches públicas, divida-as em três turmas e ensine um jeito de costurar um boneco com carinho. Esta foi minha tarefa neste começo da semana. Confesso que foi bem difícil, principalmente com a primeira turma, mas no dia seguinte chamei reforços: minha irmã Sônia, costureira de mão cheia foi me ajudar e aí foi só alegria...pena que eu esteja sem máquina fotográfica, então não registrei o momento, que foi organizado pelo pessoal do Departamento de Educação Infantil da Secretaria de Educação, que me chamou para ajudar nesta tentativa de resposta às demandas de alguns profissionais de saúde que que insistem em tentar proibir os brinquedos de pano nas creches e berçarios públicos em nome da higiene. Pense bem, : quem já viu um bebezinho dormir abraçado a um pedaço de plástico? Assim, a ideia é ensinar as professoras para que elas ensinem aos pais e cada criança tenha seu boneco de pano na creche, um boneco para brincar, abraçar e ...lavar! Bonequeiros em ação!



Imagens: http://sillygillykids.blogspot.com/2008_07_01_archive.html
roseredbrooklyn.blogspot.com

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quilts são eternos... e ainda mais lindos de perto


Nesta semana tive a alegria de conhecer pessoalmente a Helena Guerra Vicente, do blog Quilts são eternos. Eu sou fã dos bordados, dos quilts, das Mimis e dos posts sobre cinema, literatura, mitologia que a Helena e sua mãe Cecília fazem e publicam no blog, então quando a Helena contou que viria para Curitiba a trabalho e que poderíamos nos conhecer pessoalmente fiquei super empolgada.
No dia do encontro confesso que bateu uma ansiedadezinha pois nunca havia conhecido em pessoa alguém com quem só me relacionava virtualmente, então me ocorreram coisas do tipo "e se ficarmos sem assunto? e se ela me achar, pessoalmente, uma chata? e se nossos santos não baterem? e se ...e se..." mas a ansiedade sumiu assim que nos falamos por telefone e percebi a gentileza, a simpatia e o bom humor desta menina!
Tudo meio improvisado, numa semana de trabalho puxada para nós duas, chamei-a para almoçar com minha família, passeamos de ônibus pela cidade, tomamos um lanchinho no meu ap., que fica coincidentemente a uns 20 passos do hotel em que ela e sua colega Walkíria (uma figura incrível!)se hospededaram.
Para completar, ganhei um presente lindo: a almofadinha de linho, caprichosamente bordada pela Helena que eu admirei no seu blog agora enfeita a cômoda do meu quarto.

Ao nos despedirmos ontem, tive consciência do quanto a sorte me foi generosa ao favorecer este encontro. Desejei que Brasília fosse mais perto. Despedi-me de uma amiga.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O grande massacre de gatos


Não, este não é um post sobre o famoso livro de Robert Darnton, no qual ele analisa a revolta de trabalhadores que martirizaram e mataram gatos no Séc. XVIII. Você pode ler o livro ou saber um pouco dele aqui.
Quero falar de gatos nossos contemporâneos, de pessoas que os massacram e de outras que tentam protegê-los.
Ter um blog pode entre outras coisas, reduzir distâncias e aproximar desconhecidos. Eu descobri que tinha uma seguidora em Buenos Aires e entrei em contato com ela pedindo um favor especial: uma visita à Biblioteca de Maestros para garimpar uns documentos essenciais à minha pesquisa de Doutorado. A Carol foi super solícita e em troca eu lhe ofereci um de meus gatinhos de tecido, pois sei que ela AMA gatos.
Este amor é tão grande que ela me pediu para doar o gato para o SOS gatinhos, uma instituição de São Paulo que abriga, cuida e acarinha gatinhos abandonados.
O gato e uma capa de caderno em patchwork já estão no SOS Gatinhos e serão rifados em breve, mas ontem li o post/apelo da Carol e me junto a ela para divulgar o pedido do SOS Gatinhos por ajuda. Eis parte do que ela escreveu:
Gente eu acompanho há anos o trabalho do Sosgatinhos que é realmente baseado em muito esforço e amor da Leila pelos animais abandonados. E Leila comenta no site que em Sao Paulo as pessoas estao afogando gatos e cachorrinhos em rios e corregos e que existe uma protetora Cleonice que está resgatando estes animais da morte, por isso pede ajuda em nome dela.
"A protetora Cleonice, da Zona Leste, recolheu gatinhos abandonados e precisa doá-los com urgencia.
Também precisa de ajuda para tratamento dos gatinhos. Para AJUDAR COM DINHEIRO deposite direto na conta de Cleonice de Souza Moraes dos Santos, Banco Bradesco, ag 1365, conta poupança 5895982-


Se você como eu se admira diante do empenho deste pessoal que tenta salvar todos os bichos, um de cada vez, aí está a oportunidade de ajudar também. Divulgue.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Almoço com as avós


Hoje o almoço foi especial: convidamos minha mãe e minha sogra e comemoramos com elas o dia dos avós. Sei das críticas às invenções de efemérides e datinhas comerciais, mas carinho nunca é demais e se ele não precisa de data marcada nada perde em ser distribuído também em um dia para comemorar. Além do mais sou festeira e era para as avós - precisa de mais algum motivo? Como diz a Roseana Murray: avó tem um pouco de fada, um pouco de árvore encantada...
A cara das duas ao chegarem aqui em casa e serem recebidas com algumas simples flores, bolinhos e uma mesa bonita foi impagável. O detalhe é que compramos um filé de salmão congelado e ao descongelá-lo para assar, meia hora antes do almoço, descobrimos que não estava bom...o jeito foi improvisar com todas as massas que tinhamos no freezer para uma emergência (isso foi "A" emergência) e fazer um molho de tomate rapidinho. Mas no fim deu tudo certo, elas curtiram a festa instantânea, nós desfrutamos da companhia destas duas avós geniais e a vida teve mais um momento "carpe diem" - estes pequenos flashes de delicadeza que nos dão fôlego para seguir em frente.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Não há nada mais triste que uma ausência



Um dia, em 1997 meu namorado emprestou-me um livro. Coloquei-o na bolsa para lê-lo no longo trajeto de ônibus que eu fazia diariamente até o trabalho. O que aconteceu foi o seguinte: eu, que estava naquele emprego há dois anos sem ter faltado sequer um dia de trabalho, desci do ônibus no centro, telefonei para a empresa fingindo uma doença e passei o dia lendo na biblioteca pública, até chegar à página final. No fim, sem nenhuma culpa, soube que aquele tinha sido um dia bem vivido, um dia que me tornara uma pessoa pelo menos um pouco melhor, nao obstante a mentira e a falta. Eu queria ter agradecido ao Saramago por aquele dia.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Luz e sombra


Li em algum lugar que os bebês são propositalmente "projetados" para despertar o melhor em nós... não tenho certeza disso, mas ontem passei a acreditar mais na teoria de que os olhos grandes, as bochechas fofas e a aparente vulnerabilidade amolece corações: saí com o Benjamin no sling (super presente da Jordana!) e fui ao supermercado perto de casa. Tarefa simples, em tese. O problema é que as imediações do tal mercado andam tomadas por usuários de crak e desvalidos em geral. Bem, a certa altura do trajeto um grupo de três homens sentados na calçada (conhecidos na vizinhança por abordarem agressivamente as pessoas) começou a me olhar fixamente. Senti os joelhos bambearem e o coração disparou quando me aproximei mais e um deles se levantou e veio em minha direção: - Tem um nenê aí dentro? - ele perguntou. Fiz que sim com a cabeça e abri um pouco o tecido do sling . - Que carinha bonitinha!- foi o que ele concluiu. Sorri, agradeci e me afastei um pouco aliviada, um tanto envergonhada. Se o episódio não me leva a acreditar romanticamente que todo mal do mundo se dissipa frente a um bebê, ao menos me faz crer que o bem pode não ser uma regra, mas não é, tão pouco, uma exceção.