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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Presente feito a mão para professora: boneca e figos!


Hoje nós encerramos a disciplina "História, Educação e Modernidade", com a Prof. Dulce Osinski. Foi uma experiência bem instigante pois juntaram-se alunos de diferentes áreas da pós-graduação para discutir estes temas e cada aula era uma aventura...Para celebrar decidimos surpreender a Dulce com um presente bem diferente: uma figueira! Roxa e produzindo...A ideia veio de uma das orientandas da Dulce que a conhece bem e sabe de sua paixão por árvores. Não foi um presente fácil de transportar, diga-se de passagem, pois o pé tinha minha altura, mas é realmente lindo (a foto acima obviamente não é da figueira, mas da minha modesta espadinha-de são-jorge)! Para acompanhar o presente fiz esta boneca, inspirada na figueira...usei os moldes de meu livro Wee Wonderfuls mas incorporei as cores da planta e bordei uma folha de figo no vestido com tecido que imita madeira. Eu achei que ficou fofa mas não pude batizá-la pois nenhum nome parecia bom: Dulce Figo? Flora Figueira? Ou a sugestão do engraçadão do meu marido: Boneca-de-uma-figa?
O bastismo ficará então por conta da querida Dulce.
No cartão um poema que eu adoro, pois faz um paralelo divertido entre árvores e livros - bem sacado, não?

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

Jorge Sousa Braga, Herbário



P.S.: as fotos não estão boas pois o editor de imagens on-line que eu uso sempre, o fácil Picnik, estáva de mau humor hoje...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mãe, otite, presentes e felicidade compartilhada.






Está quase impossível atualizar o blog: Benjamin com dor de ouvido, doutorado ocupando cada fresta de tempo que tenho (estou estudando os Reis Taumaturgos, do Marc Bloch, para uma das disciplinas e descobri que São Marcoul é o padroeiro dos armarinhos - isso é o mais perto de costurinhas que eu consegui chegar nos últimos dias)!
Mas o dia das mães, apesar das noites de otite foi super lindinho. As meninas prepararam muitas surpresas: café da manhã com tudo que gosto, flor na mesa, presente lindo! Ganhei um móbile do Mercato Casa que de um lado tem uma ilustração fofa e do outro uma frase que por coincidência bordei recentemente. Elas também gravaram duas trilhas de filmes que eu adoro! No "encarte" do cd de meu filme favorito - "Na natureza selvagem" - escreveram a frase " A felicidade só é completa quando compartilhada", descoberta de ouro do personagem principal do filme. Assinaram com as digitais, das duas e do Benjamin (minhas flores, meu bendito fruto :). Me emocionei muito...
No mais não fiz o cobertor para minha mãe pois foi tudo corrido demais e agora o Benjamin só quer colo e historinha o dia todo...mas correria, historinha, otite e canseira fazem parte do pacote mãe completo.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Doutorado?


A receita simples do Udo, um antigo professor da graduação, funciona mesmo. Ele disse certa vez que "não há nenhuma dificuldade capaz de resistir ao estudo diligente, ao esforço e à disciplina". Foi fazer para crer: PASSEI NA SELEÇÃO PARA O DOUTORADO! Quem disse que as mães de bebês são menos produtivas e tem menos condição de dedicarem-se ao trabalho? Pois é mulherada, só digo uma coisa: YES WE CAN!! E que ninguém duvide!
beijos a todos e todas...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Como potencializar seus estudos costurando uma capa de caderno


A primeira etapa da seleção para o Doutorado é domingo...é a prova escrita. Curiosamente o primeiro vestibular da minha filha Laura é também domingo...e ao que parece, no domingo nasce o primeiro dente do meu caçula Benjamin - a julgar pelo seu mau humor.
Hoje não consegui estudar: Certau, Revel, Foucault se misturavam...já não sabia mais quem falou o que! Noite passada sonhei que tinha que explicar "os recursos narrativos na historiografia" para umas criancinhas de 5 anos. Concluí que era hora de apertar Ctrl+Alt+Del na minha cabeça e descansar.
Então resolvi fazer uma capa para meu futuro caderno para as disciplinas do primeiro Semestre do Doutorado! Parece loucura, mas me deixou relaxada e enquanto costurava cada autor foi tomando seu lugar, a questão da narrativa foi ficando simples de explicar e meu estômago parou de dar tantas voltas.
A capa do caderno que costurei hoje e meu material de estudo: além dos livros, tampão para os ouvidos e um timer com campainha escandalosa

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um dia de cada vez


Hoje estou me sentindo leve. Depois de duas semanas que poderiam fazer parte da coleção "Desventuras em série" consegui concluir e entregar o anteprojeto para a seleção do Doutorado. Ainda falta tudo: a prova, a avaliação do anteprojeto, a entrevista. Mas é assim : um dia de cada vez. Amanhã retomo os estudos...hoje vou costurar!

sábado, 26 de junho de 2010

Powerpoint : exercitando o equilíbrio



Esta semana ministrei um curso em um encontro de formação de Professores de Educação Infantil. Na hora de preparar o curso matutei muito para decidir se usaria ou não o famigerado PowerPoint - já preparei muitos para outros cursos mas ultimamente tenho ficado com o pé atrás, pois acho que às vezes eles acabam sendo mais valorizados do que a fala do palestrante.
A apresentação em si não é o PowerPoint - é como ele é usado e o que você acrescenta a ele. Resolvi então usá-lo apenas na parte final e mais técnica do curso, depois de já estar entrosada com os professores e conhecendo melhor minha audiência. Ao montar a apresentação segui as dicas do ótimo e essencial blog Efetividade e aderi à regra 10-20-30 : uma boa apresentação não deve ter mais de 10 slides, durar mais de 20 minutos ou ter alguma fonte de tamanho menor que 30. O curso foi bem avaliado pelos participantes e muitos mencionaram o quanto a objetividade do PowerPoint auxiliou no entendimento do conteúdo mais espinhoso.Vale a pena conhecer o Efetividade e o post sobre os Sete Pecados Capitais do Powerpoint, mesmo que seja para, como ele sugere, imprimir o artigo e "esquecer" na mesa do seu professor ou chefe que insistem nas apresentações enooooooormes e sobrecarregadas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Queijo, os Vermes e as Queijadinhas



Hoje na disciplina de História das Culturas Escolares o livro em discussão foi o primoroso "O Queijo e os Vermes", de Carlo Ginzburg. Como o intervalo para o café era por minha conta não fugi ao tema e fiz umas queijadinhas, que no friozinho de hoje cairam bem com um café. Os colegas gostaram então aqui vai a receita, fácil, rápida e com aquele charme do interior que este doce tem. Rende umas 20 queijadinhas.

1 xícara (chá) de leite de coco
200 g de coco fresco ralado
4 ovos
1 ½ xícara (chá) de leite condensado
2 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de queijo tipo meia cura ralado
3 colheres (sopa) de farinha de trigo peneirada
1 colher (chá) de fermento em pó

Mode de Preparo

Misture em uma tigela o leite de coco e o coco. Deixe descansar por 30 minutos. Em seguida, bata os ovos, o leite condensado e a manteiga até que fique homogêneo. Acrescente o coco reservado, o queijo, a farinha, o fermento e misture. Coloque forminhas de papel dentro das forminhas de empada. Despeje a mistura até um pouco mais da metade da forminha e leve para assar no forno preaquecido (200 ºC) por cerca de 30 minutos.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A invenção do Cotidiano


Que semana a que passou! Não pude fazer o checapão das meninas no começo do ano pois estava com o Benjamin recém-nascido, então esta foi a semana de visitar todos os médicos, tomar a vacina da Influenza H1N1, cuidar de um bebê em pico de crescimento e ainda por cima retornar à universidade. Não lembrava mais como era viver sob tanta pressão do tempo e das tarefas. O resultado foi este blog empoeirado e sem novidades...não se pode ter tudo (não mesmo?). A máquina de costura saiu da escrivaninha e deu lugar aos livros e cadernos de notas. Estou reinventando o meu cotidiano - e com síndrome de abstinência de costurar! Mas depois de quinta-feira, dia em que apresento minha leitura do livro "A Invenção do Cotidiano" de M. de Certeau (sincronicidade, não?), volto a inventar moda.