sexta-feira, 18 de junho de 2010

Não há nada mais triste que uma ausência



Um dia, em 1997 meu namorado emprestou-me um livro. Coloquei-o na bolsa para lê-lo no longo trajeto de ônibus que eu fazia diariamente até o trabalho. O que aconteceu foi o seguinte: eu, que estava naquele emprego há dois anos sem ter faltado sequer um dia de trabalho, desci do ônibus no centro, telefonei para a empresa fingindo uma doença e passei o dia lendo na biblioteca pública, até chegar à página final. No fim, sem nenhuma culpa, soube que aquele tinha sido um dia bem vivido, um dia que me tornara uma pessoa pelo menos um pouco melhor, nao obstante a mentira e a falta. Eu queria ter agradecido ao Saramago por aquele dia.

domingo, 13 de junho de 2010

Presente feito a mão: passarinho porta-níqueis




Sexta-feira foi aniversário de uma amiga de minha filha. O presente foi esta niqueleira de tecido com formato de passarinho que fiz rapidinho. Inspirei-me numa foto que vi na revista Make nº16, mas mudei algumas coisas. Fiz cada lado com uma estampa diferente para aproveitar uns retalhinhos; ela mede mais ou menos uns 10 X 14 cm, é reforçada por uma entretela termocolante em cada tecido e foi muito simples de fazer.O momento mais tenso foi colocar o zíper (foi o primeiro que coloquei - uhu!). O chaveirinho é uma cereja de crochê feita pela Ivonete, uma moça que é zeladora da escola onde trabalhei e que nos intervalos crochetava coisas lindas. Antes de sair do emprego espertamente encomendei várias cerejinhas, que são um enfeite fofo e coringa, pois servem tanto para acessórios pessoais como para decorar coisas de cozinha. Um dia ainda aprendo crochê!

sábado, 12 de junho de 2010

To do list



Um amigo me disse certa vez que nunca teria um blog por ser algo que precisa ser alimentado como um bicho de estimação. Entendi, e estou no dilema: se blogo não faço, se faço não blogo...E sigo assim, cheia de coisas para fazer, um texto do Viñao Frago – em espanhol- para ler, três corujas de pano para fotografar, um curso para organizar, uma apresentação para concluir, um emprego para me despedir, uma carreira nova para começar, um bebê para mimar, uma casa para cuidar, duas filhas para orientar, a sobrancelha para arrumar e...ok, vou parar e organizar uma TO DO LIST – quase escrevi , num ato falho escancarado, TO DO LOST.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Vou fazer : coruja de tecido

Estas corujas estão no blog da Karina




Esta roupinha com estampa de corujas foi do Lorenzo e depois do Benjamin, que usou até ficar apertadíssima, pois eu amo a estampa. Bem, passei para frente vários tip-tops que já não serviam, mas este fiquei com peninha e resolvi guardá-lo para fazer algo especial. Eis que passeando pelo blog da Karina, encontrei umas corujas de pano lindas. Vou tirar o domingo para experimentar fazer o boneco com o tip-top. Acho que vai ficar bem legal - uma meta-coruja!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fumar não é fofo.




Olha só o que encontrei em plena semana em que se celebra o Dia Mundial Anti-tabagismo: um cachorrinho de feltro para colocar fósforos e cigarros! Bizarro, mas é preciso, como dizem os historiadores, "considerar o contexto": o molde está em uma em uma enciclopédia de artesanato chamada Mãos de Ouro, que herdei de minha mãe. A publicação é da década de 60, tempos em que a preocupação com o tabagismo ainda não encontrava espaço. Sou da década de 70 e comprava cigarrinhos de chocolate na banca; entrei na faculdade de história em 1989 e a sala de aula era um fumacê só: alunos e professores fumavam o tempo todo - foi ali que comecei minha curta carreira de fumante, tragando com dificuldade mas fazendo minha cara mais cool. Fumar estava associado a ser livre, sexy, inteligente...agora, nunca me ocorreu associar cigarro a bichinhos de feltro em uma publicação semanal feita principalmente para mães. Sem discursar, fico feliz em saber que hoje um pouco mais de bom senso tenta proteger as crianças do cigarro com a regulamentação da publicidade, e lamento pelo destino do pobre cachorrinho da foto, feito para ser fofo e promover os cigarros dentro do ambiente familiar e aconchegante que impera nesta enciclopédia.