quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Apanhador de sonhos: um projeto amoroso para fazer com os filhos

A amiga Bárbara Clemente, que também está com um filhote em férias, me enviou o link do artbarblog.com, repleto de ideias de atividades legais para fazer com as crianças. Imediatamente me apaixonei pelos APANHADORES DE SONHO, projeto simples e que vinha a calhar com um momento especial do meu pequeno que tem estado um pouco agitado à noite.

Os apanhadores de sonho, ou filtro de sonhos, são  lindos, decorativos mas também são objetos rituais de nativo-americanos que se popularizaram por todo o mundo. São muitas as histórias que os cercam e aqui há uma bonita lenda de sua criação.

Eu creio que tudo depende da substância que você dá, um objeto pode ser apenas um objeto, mas se a sua intencionalidade e sua energia criativa está posta nele com suas intenções ele se torna simbólico. 

Muitas tradições de estudos antropológicos (com  Lévi-Strauss, Mauss, Malinowski, entre outros) se dedicaram a pensar nestes objetos e rituais mágicos que usamos desde tempos remotíssimos para tentar controlar o que racionalmente sabemos não estar sob nosso controle, como os sonhos, mas, enfim: o apanhador de sonhos era nosso projeto de ontem para fazermos arte, nos divertirmos e enchermos sua execução de significados.

 Já começou bacana: enquanto eu separava um espaço na bancada ele pegou o novelo e o bastidor e, inspirado naquele cara do programa Art Attak criou um desenho que disse ser "A Terra, a Lua e as órbitas". ;)


 Seguimos as instruções (mais ou menos) do tutorial ARTBAR.COM e ele cobriu o bastidor com durex colorido.


 Depois chegou a hora de criar as teias. Ele ficou interessado em criar formas estrelares e vibrava ao efeito de cada nova volta do novelo no aro.


 A lã matizada e com texturas era um restinho de novelo e conferiu uma graça especial ao nosso apanhador, não?


 Ficou assim, arrematamos com um nó e deixamos um fio comprido para pendurar a peça.



 Ele foi à sua caixa de "Achados do Chão" e escolheu os objetos que queria pendurar. Pensamos no que lhe dava segurança...ele disse que a mãe, o pai, as irmãs, as avós. Então escolheu um objeto para cada um: a pena para o pai (que achou a pena com ele e é escritor), a folha de pata-de-vaca para mim pois tem forma de coração, a pérola de plástico para a irmã mais velha que tem um brinco parecido, a semente que voa para a irmã do meio que gosta de plantar (e já voou para sua própria casa, eu pensei), uma peça de biju dourada para as avós pois parecia antiga :).
Escolhemos ainda uma conchinha redonda para ser ele mesmo e duas virtudes: CORAGEM- representada pela grimpa de pinheiro e ALEGRIA- representada pela conta colorida.


 Amarramos cada peça, enquanto conversávamos sobre elas.



 Todas amarradas,dispomos na mesa para pensar no arranjo final.



 Ele no meio, pai e mãe de cada lado, as irmãs, as avós e as virtudes.



 Penduramos na porta do quarto.


Achei lindo e nunca esquecerei do processo de fazermos isto juntos. Mais uma memória desta infância.

Um comentário:

  1. Uma verdadeira fábula, mamma dedicada!
    Vou aproveitar muito da vivência atual de vs., dividindo com filhas X filhos/meus netos suas deliciosas dicas.
    Até tratar de imprimir e arquivar com um lindo laço. De união como vs bem cuidam desses detalhes.

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