sábado, 24 de dezembro de 2011

Carinho pelo correio - parte 2 e porque o mundo é um bom lugar para se estar


Quando tudo começava a melhorar, a cereja do sundae: o carteiro chega e traz um carinho imenso dentro de um envelope. Conheci a Simone Arrais, do blog Linhas Matizadas por não sei que caminhos da internet mas bateu uma "conexão" que foi maior que os limites de uma tela de computador, uma conexão que experimentei com algumas poucas e boas pessoas até hoje. Li seus posts de cabo a rabo e passamos a conversar via e-mail e comentários, sempre sentindo aquele conforto familiar.
Das coisas que ela faz o bordado caprichado, detalhado, aprendido em colégio de freira, cultivado em família e aprimorado por uma alma canceriana que ama detalhes perfeitos sempre foi o que mais me impressionou. Imaginem o que foi para mim receber esta árvore genealógica linda, primorosamente bordada...no mesmo estilo da árvore que ela bordou para compor sua memorabilia e que eu elogiei muito? Chorei, ri, fiquei sem palavras. Junto recebi um cartão de Natal bordado e colocado em um envelope de tecido que ela fez, um CD com idéias de riscos e projetos e um livro que é a coisa mais linda: A menina que falava bordado, que ela encontrou em um sebo e disse que lembrou de mim. É muito carinhoso isso tudo e compartilho com todos simplesmente por achar que as coisas ruins que vemos tanto e tão rápido e em tantos lugares nos deixam acuadas, covardes e desconfiadas diante da vida, mas delicadezas como estas e pessoas como as que conheci através do Blog me ajudaram a decidir que a vida é boa, que o mundo está cheio de gente sensível, amiga, solidária, que as coisas podem dar certo, que a amizade entre mulheres é uma das coisas mais lindas que há e que o virtual tem dimensões muito maiores quando à frente do teclado tem um enorme coração. 2012 está chegando todo bordado em linhas matizadas...



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Post relâmpago: Minha árvore de Natal




Eu estava sem máquina fotográfica e sem tempo. Agora com a velha Sony recuperada e em semi-férias (doutorando não tem férias de verdade) vou tentar tirar o atraso de alguns posts, ok? Começo pela nossa árvore de Natal. A falta de espaço nos levou a procurar ideias de árvores de Natal diferentes. Depois de vermos muitas coisas legais resolvemos tentar algo inédito, ao menos não vimos nada parecido por aí. Compramos papéis de scrapbook com temática natalina e a Laura (filhota mais velha)pacientemente recortou várias figuras. Depois demarcamos o formato de um pinheirinho na parede e colamos as figuras com cola bastão. O legal foi que todo mundo pôde participar, até o Benjamin colou algumas figurinhas. Ficou bacana -apesar das fotos ruins, mas o Benjamin queria pisca pisca e uma árvore para pendurar enfeites, como fez no pinheirinho da creche...ai, ai...Lá vamos nós pela rua - eu e meu paciente marido- à cata de um galho, que coloquei em um recipiente com três quilos de sal grosso. Passamos o pisca-pisca e fiz três enfeites de feltro ou pano para cada filho colocar na outra árvore.

Valeu a pena pela cara de alegria do menino, que parecia estar diante da Árvore de Natal do Rockefeller Center em Nova York. Nada como a infância, não é mesmo?

Carinho pelo correio - Parte 1


Pois bem...sabe aquele dia em que tudo parece estar fadado ao desastre desde a hora em que você acordou? Pequenas coisinhas se somando: acabou o gás na hora corrida do almoço, você perdeu o prazo de envio do texto para um congresso, a filha foi picada por uma abelha dentro do ônibus e te liga choramingando sem que haja nada que você possa fazer, o ponteiro da balança estacionou apesar de todo seu empenho na semana, as notícias sobre o mundo não ajudam em nada e por aí vai?
Aí toca o interfone e você pensa "lá vem mais uma bomba!" e é o correio e você conclui: "multa, só pode ser multa, ou cobrança..." ? Então você larga algo chato e importante que estava fazendo e desce para pegar a correspondência - já com cara de bunda - e quando chega lá o carteiro te dá um pacotinho completamente inesperado? E você abre o pacotinho ainda na escada - com o dia já parecendo mais claro- e vê no conteúdo tanto carinho e delicadeza que até esquece porque mesmo o dia estava ruim? Pois é, aconteceu comigo e eu só posso agradecer à Karina Barcelos, do blog Karina Pinta e borda!! Este Natal, está pintando com uma cara melhor a cada dia...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Customizando, ou como transformar um macaco em uma rena do nariz vermelho



A correria de fim de ano me faz ausente, mas eu tinha que vir aqui mostrar a fantasia que improvisei para a festa a fantasia do Benjamin na creche. Quando soube que haveria uma festinha a fantasia para comemorar o fim do ano decidi que queria algo ligado ao Natal, mas não queria gastar nada. Então revirei as gavetas do Benji tentando achar peças que me ajudassem a transformá-lo em Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho!!
E foi fácil: peguei um gorro de macaco e um conjunto bege e branco também estampado com um macaquinho fofo. Eu não queria estragar estas roupas que ele gosta tanto, então retirei o forro do gorro, que era de malha, para fazer com ele uma toquinha de rena bem simples: só abri um pouco as costuras do forro e inseri os chifres e orelhas que desenhei, recortei e costurei em feltro. Para os chifres ficarem mais firmes coloquei um pedacinho de radiografia em cada um, mas mesmo assim um deles de vez em quando ficava meio caidinho.



De resto foi só cobrir a carinha de macaco da camiseta com um círculo de feltro branco, o que ficou parecendo com a mancha que o Rudolph tem perto do peito; prendi com ponto caseado bem largo.


Calça e tênis bege, um pouco de batom no nariz e Rudolph ficou pronto para sair voando e salvar o Natal mais uma vez.