terça-feira, 29 de março de 2011

Presente para mais uma amiga prendada: porta tesoura e scissor fob " coração alado"


Na semana passada uma outra amiga fez aniversário: HEEEEELena!.... lá do Quilts são Eternos. Desde que ela esteve aqui em Curitiba vivo com saudades! Pois bem, ela foi super gentil e encomendou de mim alguns chaveirinhos cupcake e cookies de feltro para compor as lembrancinhas da festa de sua fofurinha Heloísa, que faz aniversário em breve. No pacote da encomenda aproveitei para lhe mandar uns botões e agulhas de presente (não fotografei o pacote com as encomendas, acredita?) junto com o scissor fob e porta tesouras da foto.

Confesso que demorei para encontrar o presente certo para ela, que arrasa no bordado e faz um patchwork danado de bonito, então dei uma circulada pelo seu flickr (pela milésima vez, pois sempre tem coisas interessantes lá) e notei que o tema do coração alado aparece em muitas de suas criações. Foi a minha deixa: coração e asas. Assim fiz o conjuntinho e acho que é uma imagem bacana para se ter a mão na hora de inventar moda - com os votos de que nunca nos faltem amor e criatividade! Felicidades Helena.

segunda-feira, 28 de março de 2011

"A volta dos que não foram" ou Uma pilha de livros e uma xícara de chá fazem de qualquer lugar um lar.


Depois de uma retirada fajuta, volto...Fajuta porque descobri que não fico sem internet e que o craft é minha meditação ativa.
Nestes dias de "mini-retiro" me deparei com a máxima "Errar é humano, bordar é divino" no blog Sublime Stitching , e isso só aumentou minha vontade de aprender a bordar. Tenho tentado aprender através de tutoriais em vídeo na internet, mas acho que uma aula presencial com uma boa professora (como mostra a querida Vivi Basile) seria muito melhor.Mas, na falta de oportunidade sigo tentando sozinha , ainda que com problemas, pois odeio adiar sonhos.
Meu primeiro trabalho, cheio de humanidade -leia-se "erros"- fiz para a Carol Marach, uma historiadora queridíssima que conheci recentemente e por quem senti uma afinidade imediata. Usei pontos simples que nem sei nomear e pintei detalhes da xícara com giz de cera, como vi no Bananacraft.
A idéia foi uma somatória de referências: o desenho do coelho na xícara é da Delphine Doreau e veio daqui,através de uma sugestão da Maria João, do blog Peixinhos no Sotão. Inclui uns livros, para dar mais sentido, mas atenção: Não tentem fazer isso em casa! Apoiar a xícara na capa de um livro é sacrilégio!

A frase é uma tradução livre que fiz a partir de um post da linda Casa de retalhos da Catarina Regina.
Completei o presente com um marca páginas e um estojo (estes sim bem feitinhos :).
Quem sabe no aniversário dela no ano que vem eu já possa entregar um quadrinho todo perfeitinho.

PS> : desculpem o mau humor do post passado e obrigada pelo "apoio moral" dos recados carinhosos! A vida vale a pena :)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Pare o mundo que eu quero descer...



Vou me ausentar por uns dias. Os motivos são esquisitos: uma tristeza pelo que está a acontecer com os distantes amigos japoneses e com próximos amigos "caiçaras" aqui do litoral do Paraná ( aqui pertinho são 17 mil pessoas sem ter pra onde ir)me bloqueia o fluxo criativo. Além disso uma insidiosa tendinite me tortura há dias e preciso domar as "mãozinhas nervosas" como diz a Cecília, do Quilts são Eternos para poder melhorar.
Porém antes de me retirar para a concha sugiro que leiam o post da Akemi do maravilhoso blog de culinária Pecado da Gula, que alerta para uns trambiqueiros sem coração que estão tentando extorquir dinheiro dos traumatizados brasileiros que tem parentes no Japão. Sério, parafraseando o Ivan Karamazov, certas coisas me fazem ter vontade de devolver ao universo meu bilhete de entrada. Fiquem bem...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Circo do Benjamin rendendo outros circos!

O Body que a Larissa customizou a partir do que fiz para o Benjamin

Em janeiro fiz uma uma série de posts com as várias etapas da preparação do aniversário de um ano do Benjamin. Os posts do "Circo do Benjamin" são, sem dúvida, os mais acessados e buscados via Google neste blog! Fico contente em ajudar com ideias nos preparativos de outros circos e a Larissa - super querida- me escreveu perguntando se poderia customizar um body para seu Guilherme comemorar o primeiro aniversário, tal qual aquele que fiz para o Benji. Nem precisava perguntar! Mas foi bacana,pois assim pudemos conversar um pouquinho sobre a festa e ela depois enviou fotos do fofo palhacinho com o body, que honestamente ficou beeeeem melhor do que o que eu fiz!! De quebra conheci seu blog que tem muita feltrice bonita! Felicidades para o Gui e para você Larissa!
O Guilherme, todo gracinha com seu Body

domingo, 13 de março de 2011

Por que "A casca da Cigarra"? - Senta que lá vem história...



A cena é uma das primeiras de que me lembro, vem lá de algum ano na década de setenta: o menino de uns sete anos chora enquanto outros três, mais velhos, riem. O choro vem por conta de uma casca de cigarra jogada dentro da blusa do menino menor que esperneia e puxa as roupas apavorado, tentando se livrar do “bicho”. Eu devo ter também seis anos e assisto a certa distância, quando sou chamada pelos meninos maiores que mostram ao pequeno que eu, apesar de ser uma menina, não sou chorona ou medrosa pois uso várias cascas de cigarra presas na blusa, como broches. Entendo que meus “broches” inspiraram a brincadeira de mau gosto e fico com pena do piazinho, mas não falo nada e no fundo me encho de vaidade por ter sido reconhecida no mundo dos meninos.
As cascas de cigarra eram os adereços favoritos que eu e minhas irmãs aprendemos a usar, na falta de broches e presilhas de verdade...assim como aprendemos a abrir as sementes de caqui para nelas encontrarmos colheres e garfinhos que usávamos para brincar de casinha, ou a colar com água as pétalas de gerânio nas pontas dos dedos para fingir unhas longas e vermelhas.
Mais velha descobri na cigarra o símbolo da alegria despreocupada, em contraponto à secura e seriedade da trabalhadora formiga. Simpatizava mais com a formiga e tentei ser uma, até ser dispensada do meu emprego de anos em um formigueiro que já estava pequeno para mim.Então reencontrei minha cigarra, na música que Amália Rodrigues - e depois Adriana partimpim - cantam: "Minuciosa formiga, não tem o que se lhe diga: leva sua palhinha de asinha a asinha. Assim devera eu ser - se não fôra não querer".
Ao criar o blog e batizá-lo de A Casca da Cigarra não pensei exatamente em nada disso, mas no haikai do Bashô que conta da cigarra que se entrega por completo a fazer o que gosta, até se esgotar, sem medo nem economia. Pensei que o blog não revelaria tudo que sou, só a parte mais externa, as pequenas invenções que faço para enfeitar a vida. Pensei também que a casca da cigarra é símbolo de um ser que tenta se expandir deixando para trás uma parte importante do que foi – um vestígio, uma casca.
Hoje, tento entender - com o Freud, o Lacan e a Luiza- que sou uma mulher e tenho pele, não casca, que posso me expandir sem arrebentar, que posso me entregar sem me esgotar, que posso ser a “Formigarra” ou a “Cigamiga”, trabalhando e cantando com a mesma entrega.
O blog fez um ano, cem seguidores, muitos amigos e tenho só a agradecer a quem com paciência me escuta a estridência

Imagem: http://discontosdefadas.blogspot.com/2009/05/muitos-anos-depois-eu-percebo.html

segunda-feira, 7 de março de 2011

Presente feito a mão: quadrinho de bastidor para uma casa nova!



É muito bom poder ver amigos concretizando seus desejos. Hoje fui conhecer a casa nova de velhos amigos - ele, amigo de meu marido desde que ambos tinham 8 anos; ela uma menina que consegue ser determinada, séria e doce ao mesmo tempo - juntos um casal divertido, leve, cheio de energia e capaz de materializar tudo que planeja.
Para celebrar a mudança fiz para Alicja um quadrinho de bastidor inspirado no ótimo tutorial da Litlle Pink House publicado no Sew mama Sew . Fiquei encantada com a versatilidade do feltro, fácil de aplicar e de efeito muito alegre.
Ela é polonesa e por mais que esteja super adaptada ao Brasil às vezes sente saudade de sua terrinha, então escrevi uma frase em polonês (que ela obviamente precisou soletrar!) que equivale ao nosso "Lar Doce Lar", mas com um sentido ainda mais bacana pois combina com a personalidade aventureira deste casal que adora viajar: "Bem em todo lugar - melhor em casa."