quarta-feira, 31 de março de 2010

Esperando pela Páscoa: Panô




Sempre gostei de Páscoa: na infância meus pais pintavam ovinhos de galinha, fazíamos cestas com caixas e papel de seda, ganhávamos chocolate caseiro com gosto de parafina e tudo era festa. Depois, com as meninas, eu fazia todo o cenário: patinhas de coelho pela casa, pistas, cenouras roídas - até o ano em que exagerei e deixei rastros de "pêlo" de coelho no corredor e elas caíram no choro pois o "coelhinho estava doente, perdendo muito pelo". Aprendi a moderação:)
Pois bem, este ano decidi decorar a porta de casa e fiz este panô da foto. É facíl de fazer seguindo este tutorial. Usei uma agulha de tricô para pendurar.
Minha filha perguntou o motivo da flor aparecer entre os clássicos ovo e coelho - não pensei nisso antes, mas suponho que esteja ligado à primavera no hemisfério norte, já que é um site americano. No próximo panô vou substituir a flor por uma folha outonal assim adapto a referência e crio uma versão mais sul-americana.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Da arte de se importar com desconhecidos.


Domingo, enquanto eu e minha filha nos divertíamos, fazendo a foto do avental quadrado na nossa cozinha, ouvimos um rumor, um som assustador e furioso lá fora. Corri à janela da sala, que fica bem pertinho da rua e me apavorei: um bando de gente,uma turba de meninos e meninas, armados com paus e pedras cercaram um ônibus que parou no ponto em frente ao meu prédio. O motivo? Queriam espancar um torcedor de outro time que estava dentro do tal ônibus. Sem pensar muito, abri a boca e dela saiu um vozeirão que me espantou tamanha a potência e energia assertiva que teve: "parem agora ou vou chamar a polícia!". Minha voz, que é pequena e quase infantil... E o incrível aconteceu: eles pararam, olharam para mim e saíram da frente do ônibus, que conseguiu partir. Naquela hora gelei, pensei que eles iriam atirar coisas em mim ou nas nossas janelas, mas eles simplesmente foram embora. O que explica isso? Não sei, mas passado o medão fiquei com aquela sensação de triunfo, de quando algo dá muito certo! Tá, tive sorte, tudo poderia ter acabado muito mal, mas felizmente, não acabou. Posso continuar me importando com desconhecidos.

domingo, 28 de março de 2010

Presente feito à mão: outro domingo, outro avental




A brincadeira deste domingo foi fazer mais um avental. Este foi um pedido da SÍlvia, que trouxe uma foto de um modelo semelhante que ela viu em uma loja lá na longínqua Vancouver. É um simples quadrado de 60cm de lado, mas como gosto de um "Frufru", enfeitei-o com uns botões vintage que comprei nos refugos de um armarinho. O fato desta minha amiga ser uma virginiana típica me inspirou, e inventei aquele esquema de uma alcinha com uma argola de cortina para colocar a toalhinha, enfeitada com um retalho do tecido, também trazido por ela do Canadá. Ficou bacana, não?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Presente feito à mão: Bolsinha para ovo de Páscoa




Papel de ovo de páscoa sempre me incomodou: é enorme, depois de desfeita a embalagem nunca mais você consegue refazê-la e até hoje não descobri um jeito legal de reutilizar este papel que é meio metalizado, meio plastificado e muito, mas muito poluente.
Pensando nisso estou fazendo umas bolsinhas de tecido para colocar doces e ovos de páscoa. Elas podem ser usadas depois da comemoração para as crianças guardarem pequenas coisas, ou ainda, podem ser guardadas e reutilizadas nos próximos anos.
Minha mana está fazendo os chocolates e este ano a família terá uma páscoa com menor impacto ambiental.
O molde da bolsinha é uma adaptação deste tutorial, que embora esteja em francês (ulalá!) é facílimo de entender.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Presente feito à mão: capa de agenda


Imagens: Helena Ganzert

Há aqui na cidade um célebre e controverso livreiro que tem, em seu favor, o belo hábito de presentear seus clientes em duas ocasiões do ano: no início do inverno nos dá caquis colhidos em sua chácara e no final do ano distribui agendas, destas bem simples e com o logo da livraria na capa.
Todo ano eu acho um desperdício, pois além destas aparecem em casa montes de agendas promocionais de diferentes empresas, mas as meninas resistem em usá-las por serem, via de regra, feinhas. Este ano aproveitei as agendas do Chaim fazendo-lhes uma capa de tecido, que tem muitas vantagens: é bonita, é dupla-face - assim não enjoa-, pode ser retirada para lavar e poderá ser usada na agenda que ele nos der em 2011!
Fiz as de bolinhas para as meninas e a com matrioskas foi de presente para a Carol.
Nas fotos o registro das agendas com as duas possibilidades de capa de cada uma: matrioska/florida, roxa com bolinhas brancas/lilás com bolinhas brancas, marrom com bolas azuis/azul com bolinhas marrons.
Baseei-me nesta aula em vídeo para executar este projeto, que pode ser usado para capas de caderno e fichários também. Sustentável, não?

terça-feira, 23 de março de 2010

Segredos de uma vida empolgante


Imagens: Helena Ganzert

"O segredo de uma vida empolgante não está em descobrir maravilhas, mas em procurá-las". Pensei nesta frase do Dr. Augusto Ruschi hoje de manhã, depois de entrar no quarto do Benjamin, que tem aquele ar de ponto de partida numa vida recém inaugurada e depois entrar no quarto das meninas e encontrar o registro do que lhes ocupa grande parte das preocupações atualmente: a escolha do curso superior - momento igualmente inaugural.
Maravilho-me diante de tantos recomeços, isso me estimula a também sempre recomeçar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Presente feito à mão: avental de domingo




Minha irmã me telefonou sábado à noite perguntando se eu não teria "um paninho qualquer" para lhe fazer um avental, pois o dela estava acabado. Sem ofensas, quando ela falou em paninho qualquer pensei logo nuns pedaços de chita, que haviam sobrado das toalhas de mesa que fizemos para a formatura da Carol (o tema era boteco!). Chita, apesar de simples e barato, é um tecido tão "energia gracinha", não? Bem, como a trama é bem fina fiz o avental duplo usando como forro uma chita azul. O molde? Um avental que eu já tinha em casa. Fiz em uma hora, antes do almoção de domingo na casa da Vó Netinha. Talvez a sinhaninha no bolso tenha ficado meio "over", mas como resistir à combinação de palavras como SINHANINHA e CHITA. Se como eu você gosta da exuberante simplicidade da chita veja fotos de coisas lindas aqui.

sábado, 20 de março de 2010

Porque hoje é sábado...


É dia de ir à Praça Generoso Marques, que generosamente concentra o maior número de armarinhos por metro quadrado da cidade, duas lojas de tecido e é claro, o lindo e restaurado Paço da Liberdade - este da foto. É um prédio maravilhoso que na minha infância foi Museu Paranaense e em outras infâncias mais longínquas foi Prefeitura de Curitiba. Agora concentra um café charmoso, espaço para cursos, leituras, concertos e muito mais. Para completar, atrás dele está o Mercado das Flores, onde as rosas amarelas estavam lindas demais. Ok, é um post bairrista, mas como diz a Rita Lee: "quero o essencial da vida /quero ser normal em Curitiba".

sábado, 13 de março de 2010

Benjamin e a moleira



Eu adoro o livro "A maldição da moleira", da Índigo; é destes livros que você não quer parar de ler e que te fazem chorar de tanto rir. Nele o recém-nascido Heitor tem sua consciência despertada quando sua avó, sem querer aperta sua moleira. O bebê passa então a sacar o mundo com muita ironia e sagacidade. Bem, eu sei que as avós do meu Benjamin são mega cuidadosas e que ninguém apertou sua moleira, mas às vezes ele faz umas caras que me levam a desconfiar de sua "bebezice", tamanha a introspecção que aparenta.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Dezesseis


Dezesseis coisas que sei que te deixam feliz
01- Estar com sua avó
02- Comer chocolate
03- Girafas
04- Fazer fotografia
05- Audrey Hepburn
06- Família PEC
07- Assistir "Na natureza selvagem" comendo pipocas de microondas.
08- Sandálias Melissa
09- Não comer nenhum animalzinho
10- Ir ao Brechó
11- Pintar as unhas
12- Poder ir à praia e escolher não ir
13- Estudar para uma prova dificílima e sair-se bem
14- Encontrar o dinheiro que achou que tinha perdido
15- Juntar dinheiro centavo a centavo por uma boa causa e depois gastá-lo impulsivamente.
16- Ter um IPod com suas oitocentas músicas favoritas

sábado, 6 de março de 2010

Toalha de mesa: remendando - parte I




A idéia era caprichar na arrumação da mesa no dia de meu aniversário. Comprei um tecido bonito, meio adamascado, fiz a bainha e - Tchanam! - com 25 reais uma toalha de mesa linda surgiu. Arrumei a mesa com flores e velas, caprichei no jantar e chamei uns amigos.Só que eu não contava com a possibilidade de um convidado esbarrar nas velas e derrubar uma delas na toalha estreante, fazendo um furo na dita. Detesto disperdício e para não perder completamente o pano pensei em cortar a toalha e transformá-la em jogo americano. Mudei de ideia quando em um armarinho me deparei com uns apliques de bules e xícaras, bem bonitinhos.
Colei o primeiro aplique (um bule gordinho, que cobriu perfeitamente o furo) com cola de tecido, depois procurei espalhar os outros apliques pela toalha, buscando alguma simetria por toda a área que cobre a mesa. Foi assim que minha toalha que era toda básica e séria ficou com ares de "Chapeleiro Maluco", mas perfeita para usar em lanches e cafés da tarde. Agora estou pensando em uma solução para uma outra toalha, que comecei a bordar mas que estou odiando e não vou conseguir concluir. Quando resolver este impasse posto aqui a solução.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Quem mexeu no meu queijo?


Hoje passando pela prateleira de biscoito no supermercado tive um curto-circuito-estético-emocional: Mudaram a embalagem do meu biscoitinho de queijo Piraquê!
Não sou contra mudanças, pois sei que, como cantava a minha querida Mercedes Sosa "tudo cambia", mas a Piraquê pisou na bola, pois a embalagem nova nem se compara à antiga, que fez parte de minha infância e da infância das minhas filhas.
Chegando em casa procurei uma foto da embalagem antiga na internet (que ilustra este post) e descobri que muita gente, inclusive quem entende de design - o que não é o meu caso- se ressentiu com a mudança. Cheguei ao blog da Daniela Name e lá aprendi um pouco sobre a história desta embalagem dos anos 60 e de sua criadora, a artista Lígia Pape. Assim, o que era só uma chateação com base na memória afetiva virou indignação diante do apagamento de um pedaço de uma história que não é só minha.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Presente feito a mão: organizador de bolsa






Decidi aprender a costurar principalmente para poder presentear as amigas e a família com coisas que eu mesma fiz. No ano passado não comprei presente de aniversário para ninguém, fiz cada lembrancinha que minhas amigas e as amigas das minhas filhas ganharam. Além da significativa economia que fiz, estes agrados tem agregado o valor do meu tempo e esforço e vão alinhavados por bons pensamentos colocados em cada peça .
Hoje terminei mais um Organizador de Bolsa (este vai para a Alicja!), que aprendi a fazer aqui. Ele é facílimo de fazer e fica bem bonito. Fiz vários durante 2009 e é muito bom vê-los em uso por suas proprietárias, mulheres charmosas, divertidas e com as bolsas mais organizadas da cidade.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Luz e sombra


Li em algum lugar que os bebês são propositalmente "projetados" para despertar o melhor em nós... não tenho certeza disso, mas ontem passei a acreditar mais na teoria de que os olhos grandes, as bochechas fofas e a aparente vulnerabilidade amolece corações: saí com o Benjamin no sling (super presente da Jordana!) e fui ao supermercado perto de casa. Tarefa simples, em tese. O problema é que as imediações do tal mercado andam tomadas por usuários de crak e desvalidos em geral. Bem, a certa altura do trajeto um grupo de três homens sentados na calçada (conhecidos na vizinhança por abordarem agressivamente as pessoas) começou a me olhar fixamente. Senti os joelhos bambearem e o coração disparou quando me aproximei mais e um deles se levantou e veio em minha direção: - Tem um nenê aí dentro? - ele perguntou. Fiz que sim com a cabeça e abri um pouco o tecido do sling . - Que carinha bonitinha!- foi o que ele concluiu. Sorri, agradeci e me afastei um pouco aliviada, um tanto envergonhada. Se o episódio não me leva a acreditar romanticamente que todo mal do mundo se dissipa frente a um bebê, ao menos me faz crer que o bem pode não ser uma regra, mas não é, tão pouco, uma exceção.